Câncer do Colo do Útero – O que é, Causas, Sintomas e Tratamento

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Nutrição - CRN6-MA 16199

Câncer do Colo do Útero – O que é, Causas, Sintomas e Tratamento
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Câncer do Colo do Útero é um tipo de câncer comum, no entanto, é muito perigoso, e deve ser tratado o mais rápido possível. Além disso, o  Câncer do Colo do Útero, também chamado de cervical, é causado pela infecção persistente por alguns tipos (chamados oncogênicos) do Papilomavírus Humano – HPV. A infecção genital por este vírus é muito frequente e não causa doença na maioria das vezes.sintomas de cancer do colo do utero

Entretanto, em alguns casos, podem ocorrer alterações celulares que poderão evoluir para o Câncer do Colo do Útero, Estas alterações das células são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido também como Papanicolaou), e são curáveis na quase totalidade dos casos. Por isso é importante a realização periódica deste exame.

É o terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Prova de que o país avançou na sua capacidade de realizar diagnóstico precoce é que na década de 1990, 70% dos casos diagnosticados eram da doença invasiva. Ou seja: o estágio mais agressivo da doença. Atualmente 44% dos casos são de lesão precursora do câncer, chamada in situ. Esse tipo de lesão é localizada.

O que é o Câncer do Colo do Útero:

O Câncer do Colo do Útero é um tipo de tumor maligno que ocorre na parte inferior do útero, região em que ele se conecta com a vagina e que se abre para a saída do bebê ao final da gravidez.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de Câncer do Colo do Útero é o terceiro mais incidente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama e do Câncer do Colo do Útero. No entanto, hoje o diagnóstico é feito muito mais precocemente: na década de 1990, 70% dos casos eram diagnosticados em sua forma mais avançada. Já nos dias atuais, 44% são identificados na lesão precursora.

Sintomas do Câncer do Colo do Útero:

O câncer invasivo do Câncer do Colo do Útero tem duas vias principais de propagação: a extensão por continuidade (continuação pelas estruturas) e contiguidade (proximidade) aos tecidos vizinhos e a disseminação para os gânglios linfáticos. Em etapas iniciais, o câncer é microscópico e permanece localizado no Câncer do Colo do Útero.

Em sua evolução, caso não tratado, o tumor invade os tecidos vizinhos, especialmente, a parede vaginal e os ligamentos que suspendem e sustentam o útero, podendo chegar à parede pélvica e também ao restante do útero. Em casos avançados a neoplasia pode se estender à bexiga e reto (Intestino baixo).

Assim, os sinais e sintomas do Câncer do Colo do Útero irão depender da fase em que o tumor se encontra. As lesões pré-cancerosas (as NIC) e os tumores invasores do Câncer do Colo do Útero nas fases iniciais geralmente não apresentam sintomas. Assim as mulheres não procuram o ginecologista e o tumor continua crescendo.

Eventualmente, pode ocorrer corrimento e/ou sangramento espontâneo ou após a relação sexual. No entanto, a maioria destas lesões serão descobertas apenas por meio do exame de Papanicolaou (citologia cervical), que é realizado frequentemente por todas as mulheres.

Quando em fases mais avançadas o Câncer do Colo do Útero uterino apresentará alguns sinais e sintomas, em geral decorrentes do crescimento e espalhamento do tumor na pelve. Os principais sintomas de doença localmente avançada são os mesmos descritos acima para tumores iniciais, bem como a dor para ter atividade sexual. Em diversas ocasiões estes sintomas não são valorizados pela mulher.

A paciente pode apresentar dor contínua na região pélvica, dores nas costas, formigamento e inchaço nas pernas, bem como trombose venosa das pernas (obstrução dos vasos sanguíneos). Mais tardiamente surgem também os sintomas urinários (urina com sangue, dificuldade para urinar, obstrução da bexiga) e do intestino baixo (dificuldade para evacuar, fezes com sangue, obstrução dos intestinos).

Quando examinamos as mulheres com este câncer em fases iniciais, após colocação do espéculo (“bico de pato”), muitas vezes não encontraremos nenhuma alteração visível no Câncer do Colo do Útero. Assim, o exame de Papanicolaou torna-se muito importante nesta fase.

Em casos avançados observa-se lesão tumoral ou área de destruição do Câncer do Colo do Útero, com presença de sangramento quando é manipulado. O mesmo pode já ter se espalhado pela vagina. Nesta situação realiza-se a retirada de um fragmento (pequeno pedaço ou biopsia) do tumor para análise e confirmação exata do diagnóstico.

Uma vez que o estudo do fragmento (biópsia) confirme o diagnóstico de câncer invasor do Câncer do Colo do Útero, a paciente é estadiada, isto é, ela é examinada completamente e também é submetida a diversos exames laboratoriais para se verificar o quanto o tumor se espalhou pelo corpo.

tratamento para cancer do colo do utero

Dentre estes exames ressaltamos: ultrassonografia transvaginal e de abdome total, cistoscopia (avaliação do interior da bexiga), retossigmóidoscopia (avaliação do interior do intestino baixo), urografia excretora (injeção de contraste pelos rins), tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética e RX tórax.

Obtém-se ao final desta avaliação completa da mulher o chamado estadiamento do Câncer do Colo do Útero, que é dividido em termos médicos em 4 graus (quadro 1). O tipo de tratamento que cada mulher vai receber dependerá de seu estadiamento. Pode ser realizada cirurgia para os casos mais iniciais e radioterapia e quimioterapia para os casos mais avançados. O Câncer do Colo do Útero pode ser dividido em 4 estágios:

Estágios I

  • Câncer localizado no colo do útero, independente de seu tamanho.

Estágios II

  • O câncer se espalha além do colo uterino, mas não chega até a parede óssea da pelve. O câncer envolve a vagina, mas não seu terço inferior (sua saída).

Estágios III

  • Câncer do Colo do Útero se estende até a parede óssea da pelve e/ou envolve o terço inferior de vagina.

Estágios IV

  • O Câncer do Colo do Útero se estende para locais distantes (metástases) ou envolve a bexiga ou intestino baixo.

Causas do Câncer do Colo do Útero:

Nos últimos anos, os pesquisadores identificaram vários fatores de risco que aumentam as chances de uma mulher ter Câncer do Colo do Útero.

O desenvolvimento das células humanas normais depende principalmente da informação contida nos cromossomos das células. Os cromossomos são longas sequencias de DNA que é um composto orgânico cujas moléculas contêm as instruções genéticas que coordenam o desenvolvimento e funcionamento de todas as células.

Normalmente, as pessoas se parecem com seus pais, porque eles são a fonte de seu DNA. Entretanto, o DNA também pode influenciar o risco de desenvolver certas doenças, como alguns tipos de câncer.cancer do colo do utero

Alguns genes contêm instruções para controlar o crescimento e divisão das células. Os genes que promovem a divisão celular são chamados oncogenes. Os genes que retardam a divisão celular ou levam as células a morte no momento certo são chamadas de genes supressores de tumor. Os cânceres podem ser causados ​​por alterações do DNA que se transformam em oncogenes ou desativam os genes supressores de tumor.

O HPV faz com que se produzam as proteínas E6 e E7 que desligam alguns genes supressores de tumores. Isso pode permitir que as células de revestimento do colo do útero cresçam muito e apareçam alterações nos genes adicionais, que em alguns casos, levam ao desenvolvimento do Câncer do Colo do Útero.

Mas, o HPV não explica completamente o que causa o Câncer do Colo do Útero. A maioria das mulheres com HPV não têm Câncer do Colo do Útero, e alguns outros fatores de risco, como tabagismo e infecção pelo HIV, tornam as mulheres expostas ao HPV mais propensas ao aparecimento do Câncer do Colo do Útero.

Tratamento Para Câncer do Colo do Útero:

Quase sempre, o tratamento para o Câncer do Colo do Útero é feito com radioterapia ou quimioterapia, mas se estas abordagens não forem suficientes para curar a doença e se a mulher não desejar mais ter filhos, pode-se recorrer à cirurgia para retirar o útero, evitando o agravamento da doença.

Revisão Geral pela Dra. Ana Karolynne Gonçalves - (no G+)

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INFORMAÇÃO DO AUTOR: Ana Karolynne Goncalve

Sou graduada no curso de Nutrição pela Universidade Federal do Maranhão(UFMA), CRN6-MA 16199, com Mestrado na área da Nutrição Clínica com relação ao metabolismo, prática e terapia nutricional, realizado também na Universidade Federal do Maranhão(UFMA), Atualmente trabalho no campo de pesquisa sobre a Qualidade e Inovação em Alimentos.

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