Zika – O que é, Causas, Sintomas e Prevenção

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Nutrição - CRN6-MA 16199

Zika – O que é, Causas, Sintomas e Prevenção
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A Zica ou Zika é uma doença que até hoje é muito comentada, pois ela possui um grande potencial de propagação e a prevenção é vital para que não haja outro surto da doença. Além disso, o Zika Vírus é transmitido por meio do mosquito Aedes aegypti, que após picar alguém que já está infectado transporta o vírus por toda a sua vida, levando e transmitindo a doença para populações que nunca tiveram contato com a doença, e que, portanto, são bastante vulneráveis, uma vez que não possuem anticorpos.zika virus

A fêmea do mosquito deposita os seus ovos em recipientes que têm água parada. Ao eclodirem de seus ovos, as larvas do mosquito ficam na água por cerca de uma semana. Depois, transformam-se em mosquitos adultos, estágio em que já picam seres humanos e animais. A procriação do mosquito é bastante rápida, e um adulto dessa espécie pode viver por cerca de 45 dias. Quando a pessoa é picada, leva-se entre 3 e 12 dias para que os sintomas do vírus Zika possam vir a aparecer.

O que é a Zika

Conhecido cientificamente como ZIKV, se constitui por um vírus envelopado de cadeia de RNA simples (não segmentado), da família flaviviridae e gênero flavivirus. Descoberto e isolado em 1947, o Zika vírus tem origem na floresta Zika na República de Uganda. Originário do macaco-reso, o vírus foi descoberto pela primeira vez em humanos em 1968.

O principal meio de contágio do Zika vírus se dá através da picada do mosquito Aedes aegypti; o vírus Zika também é transmitido por relações sexuais, contato sanguíneo, leite materno e pelo líquido amniótico.

A causa de microcefalia se dá quando a mãe está infectada e o vírus age perfurando a placenta chegando ao líquido amniótico infectando também o feto. Estudos apontam que o vírus destrói o tecido neuronal dos fetos. Nos casos de infecção nos primeiros 3 meses de gestação o feto tem mais chances de nascer com microcefalia.

Vírus da Zica

O vírus da Zica ou vírus da Zika ou, ainda, vírus de Zika (em inglês, Zika virus; abreviatura: ZIKV) é um vírus do gênero Flavivirus. Em humanos, transmitido através da picada do mosquito Aedes aegypti, causa a doença também conhecida como Zika — que embora raramente acarrete complicações para seu portador, apresenta indícios de poder causar microcefalia congênita (quando adquirido por gestante, podendo prejudicar o feto em alguns casos).

Sintomas da Zika

Aproximadamente 80% das pessoas infectadas não desenvolvem manifestações clínicas. Nos casos sintomáticos, costumam ocorrer dores de cabeça leves, febre baixa, mal-estar, dor articular leve, conjuntivite, prurido e exantema maculopapular (erupção cutânea que não se eleva acima da superfície da pele).

Ainda se desconhece o intervalo de tempo entre a picada e o início dos sintomas, mas provavelmente situa-se entre alguns dias e uma semana. A doença dura entre 3 e 7 dias, costuma causar sintomas leves e raramente requer atendimento hospitalar. Só existe um caso documentado de hemorragia, com sangue no sêmen.

Síndrome de Guillain-Barré

As infeções por vírus Zica têm sido associadas à síndrome de Guillain-Barré (SGB), que é a fraqueza muscular de início rápido que pode progredir para paralisia. Embora ambas possam ocorrer na mesma pessoa ao mesmo tempo, é difícil apontar conclusivamente o vírus zica como causa da SGB. Vários países afetados pelos surtos de Zica têm relatado aumentos nos casos de SGB e há registo na Colômbia de 3 mortes devido a SGB relacionada com o Zica.

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Gravidez

Microcefalia

Acredita-se que a doença possa ser transmitida de mãe para filho durante a gravidez e causar microcefalia. No entanto, existem poucos casos relatados na literatura científica.

Em novembro de 2015, o Ministério da Saúde do Brasil detectou na Região Nordeste dois casos de fetos com microcefalia grave e presença de vírus Zica no líquido amniótico confirmada por amniocentese.

Em ambos os casos, as ecografias demonstraram que o perímetro cefálico reduzido (microcefalia) se devia à destruição de diversas partes do cérebro. Um dos fetos também apresentava calcificações nos olhos e microftalmia. O Ministério reportou posteriormente pelo menos 2400 casos suspeitos de microcefalia no país até 12 de dezembro de 2015 e 29 mortes.

Como ocorre a Transmissão

Assim como os vírus da dengue e do chikungunya, o vírus da Zika também é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

Qual é a Relação entre o Vírus da Zika e a Microcefalia?

A relação entre zika e microcefalia foi confirmada pela primeira vez no mundo no fim de novembro pelo Ministério da Saúde brasileiro. A investigação ocorreu depois da constatação de um número muito elevado de casos em regiões que também tinham sido acometidas por casos de Zika.

A evidência crucial para determinar essa ligação foi um teste feito no Instituto Evandro Chagas, órgão vinculado ao Ministério da Saúde no Pará, que detectou a presença do vírus da Zika em amostras de sangue coletadas de um bebê que nasceu com microcefalia no Ceará e acabou morrendo.

Como a situação é muito recente, ainda não se sabe como o vírus atua no organismo humano, quais mecanismos levam à microcefalia e qual o período de maior vulnerabilidade para a gestante. Segundo o Ministério da Saúde, as investigações sobre o tema devem continuar para esclarecer essas questões.

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Causas da Zika

Transmissão

O contágio principal pelo ZKV se dá pela picada do mosquito que, após se alimentar com sangue de alguém contaminado, pode transportar o ZKV durante toda a sua vida, transmitindo a doença para uma população que não possui anticorpos contra ele.

O ciclo de transmissão ocorre do seguinte modo: a fêmea do mosquito deposita seus ovos em recipientes com água. Ao saírem dos ovos, as larvas vivem na água por cerca de uma semana. Após este período, transformam-se em mosquitos adultos, prontos para picar as pessoas. O Aedes aegypti procria em velocidade prodigiosa e o mosquito adulto vive em média 45 dias. Uma vez que o indivíduo é picado, demora no geral de 3 a 12 dias para o Zika vírus causar sintomas.

A transmissão do ZKV raramente ocorre em temperaturas abaixo de 16° C, sendo que a temperatura mais propícia gira em torno de 30° a 32° C – por isso ele se desenvolve preferencialmente em áreas tropicais e subtropicais.

A fêmea coloca os ovos em condições adequadas (lugar quente e úmido) e em 48 horas o embrião se desenvolve. É importante lembrar que os ovos que carregam o embrião do mosquito transmissor da Zika Vírus podem suportar até um ano a seca e serem transportados por longas distâncias, grudados nas bordas dos recipientes e a espera um ambiente úmido para se desenvolverem.

Essa é uma das razões para a difícil erradicação do mosquito. Para passar da fase do ovo até a fase adulta, o inseto demora dez dias, em média. Os mosquitos acasalam no primeiro ou no segundo dia após se tornarem adultos. Depois, as fêmeas passam a se alimentar de sangue, que possui as proteínas necessárias para o desenvolvimento dos ovos.

O mosquito Aedes aegypti mede menos de um centímetro, tem aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas. Costuma picar nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, evitando o sol forte. No entanto, mesmo nas horas quentes ele pode atacar à sombra, dentro ou fora de casa. O indivíduo não percebe a picada, pois não dói e nem coça no momento. Por ser um mosquito que voa baixo – até dois metros – é comum ele picar nos joelhos, panturrilhas e pés.

Outras formas de transmissão

Uma gestante pode transmitir o ZKV para o feto durante a gravidez e essa forma de transmissão está relacionada a ocorrência de microcefalia e outros defeitos cerebrais graves do feto, além disso, alterações articulares, oculares e outras malformações vem sendo relacionadas à transmissão do ZKV da mãe para o feto e estão em estudo.

O Zika vírus pode ser transmitido através de relação sexual de uma pessoa com Zika para os seus parceiros ou parceiras, mesmo que a pessoa infectada não apresente os sintomas da doença.

Existem estudos em andamento para descobrir por quanto tempo o ZKV permanece no sêmen e nos fluidos vaginais das pessoas contaminadas e por quanto tempo ele pode ser transmitido aos parceiros sexuais. No sêmen, alguns trabalhos científicos relatam um longo tempo de permanência do ZKV, mesmo muito depois do desaparecimento dos sintomas.

Pessoas com a intenção ter filhos, que vivam em regiões de transmissão para o Zika, devem conversar com o médico sobre medidas preventivas no pré e pós-concepção. Essa recomendação se torna ainda mais importante quando um dos indivíduos tem ou já teve o diagnóstico de Zika. Pode ser necessário aguardar um período de até 6 meses para reduzir o risco de transmissão de um indivíduo para o outro e eventualmente da mãe para o feto.

Os meios de transmissão saliva, urina ou leite materno ainda não foram confirmados. Apesar de o vírus ter sido identificado nesses fluídos corporais de pessoas contaminadas com o Zika vírus, não existem relatos de que ocorra transmissão por essas vias.

causas da zica

Há ainda a possibilidade de transmissão por transfusão sanguínea e outros derivados, com o reporte de alguns casos no Brasil, nos quais a transmissão ocorreu provavelmente por esta via. Com essa preocupação, recentemente a Anvisa em conjunto com o Ministério da Saúde lançou Nota Técnica com algumas recomendações em relação a triagem clínica de doadores de sangue, que essencialmente estipulam prazos entre a ocorrência da doença ou contato sexual com alguém doente e a liberação para a doação de sangue.

Tratamento Para a Zika

Não existe tratamento específico para a infecção pelo vírus Zika. Também não há vacina contra o vírus. O tratamento recomendado para os casos sintomáticos é baseado no uso de acetaminofeno (paracetamol) ou dipirona para o controle da febre e manejo da dor. No caso de erupções pruriginosas, os anti-histamínicos podem ser considerados.

Não se recomenda o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) e outros anti-inflamatórios, em função do risco aumentado de complicações hemorrágicas descritas nas infecções por outros flavivírus. Os casos suspeitos devem ser tratados como dengue, devido à sua maior frequência e gravidade conhecida.

Revisão Geral pela Dra. Ana Karolynne Gonçalves - (no G+)

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INFORMAÇÃO DO AUTOR: Ana Karolynne Goncalve

Sou graduada no curso de Nutrição pela Universidade Federal do Maranhão(UFMA), CRN6-MA 16199, com Mestrado na área da Nutrição Clínica com relação ao metabolismo, prática e terapia nutricional, realizado também na Universidade Federal do Maranhão(UFMA), Atualmente trabalho no campo de pesquisa sobre a Qualidade e Inovação em Alimentos.

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