Tuberculose – O que é, Causas, Sintomas e Tratamento

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Nutrição - CRN6-MA 16199

Tuberculose – O que é, Causas, Sintomas e Tratamento
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A Tuberculose é uma doença muito preocupante, pois a Tuberculose pode ser fatal se não tratada de forma correta. Além disso, a Tuberculose é uma doença infecto-contagiosa muito antiga, também conhecida como “tísica pulmonar”. Os pulmões são os órgãos mais afetados, mas pode acometer ainda os rins, a pele, os ossos e os gânglios. O contágio ocorre pelo ar, através da tosse, espirro e fala da pessoa que está doente, que lança os bacilos no ambiente.tuberculose

Quem convive próximo ao doente aspira esses bacilos e pode também adoecer. Sabe-se que o bacilo pode permanecer no ambiente por um período de até 8 horas, ainda mais quando o domicílio não é ventilado e arejado. É isso que explica a médica Celina Boga*, que atua no Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria, em Manguinhos.

O que é a Tuberculose:

A doença altamente contagiosa, a Tuberculose – também conhecida como TB – pode ser facilmente transmitida pelo ar, saliva ou a partir do contato direto com outros tipos de secreções corporais do indivíduo contaminado pela bactéria. O problema é considerado grave e pode afetar diferentes órgãos do corpo. A bactéria Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de Koch (BK), responsável pela infecção pode chegar aos ossos, rins, cérebro, pele e inclusive coluna vertebral.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, surgem no mundo até 6 milhões de novos casos da doença anualmente. Só no Brasil, os casos chegam a atingir 70 mil pessoas e levam à morte até 4,6 mil delas.

Na África, a Tuberculose ainda é uma doença muito perigosa e que pode levar muitas pessoas à morte, principalmente os indivíduos com HIV, indígenas, pessoas que vivem nas ruas e população privada de liberdade.

Ainda hoje ela é considerada um problema para a saúde pública do país. Mas, felizmente, os dados têm sofrido reduções positivas nos últimos anos, apesar de ainda serem preocupantes.

O aumento de casos de indivíduos com o vírus da AIDS influenciou diretamente no aparecimento de novos casos de Tuberculose. Isso, porque o sistema imunológico debilitado dessas pessoas se tornou mais suscetível à contração da bactéria causadora da Tuberculose.

Apesar disso, o seu diagnóstico nem sempre é fácil. Os sintomas podem passar despercebidos pelo paciente, fazendo com que o mesmo demore muito tempo para procurar ajuda médica. Isso pode piorar o seu estado de saúde, considerando que até lá o indivíduo estará com o organismo extremamente enfraquecido e vulnerável.

Sintomas de Tuberculose:

A maioria das pessoas expostas à TB nunca desenvolvem os sintomas, já que a bactéria pode viver na forma inativa dentro do corpo. Entretanto, se o sistema imunológico enfraquecer, como acontece com pessoas desnutridas, pessoas HIV-positivo ou idosas, a bactéria da Tuberculose pode se tornar ativa. Cerca de 10% das pessoas infectadas com a bactéria vão desenvolver a forma ativa e contagiosa da doença em algum ponto de suas vidas.

tratamento para tuberculose

Os sintomas da Tuberculose ativa incluem: tosse persistente (por mais de duas semanas), que pode apresentar-se com sangue ou escarro; febre; sudoração noturna; perda de peso; dores no peito; e fadiga.

Diagnóstico da Tuberculose:

Para o diagnóstico da Tuberculose são utilizados os seguintes exames: baciloscopia, teste rápido molecular para a doença e cultura para micobactéria, além da investigação complementar por exames de imagem. O diagnóstico clínico pode ser considerado, na impossibilidade de se comprovar a suspeita de Tuberculose por meio de exames laboratoriais. Nesses casos, deve ser associado aos sinais e sintomas, o resultado de outros exames complementares, como imagem e histológicos.

Causas da Tuberculose:

A Tuberculose no geral é causada por uma infecção por Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de Koch (BK). Outras espécies de micobactérias também podem causar a Tuberculose. São elas: Mycobacterium bovis, africanum e microti.

Transmissão da Tuberculose

A transmissão da Tuberculose é direta, de pessoa a pessoa, portanto, a aglomeração de pessoas é o principal fator de transmissão. A pessoa com a doença expele, ao falar, espirrar ou tossir, pequenas gotas de saliva que contêm o agente infeccioso e podem ser aspiradas por outro indivíduo contaminando-o. Má alimentação, falta de higiene, tabagismo, alcoolismo ou qualquer outro fator que gere baixa resistência orgânica, também favorece o estabelecimento da doença.

Prevenção da Tuberculose:

A prevenção é realizada através da vacina BCG que é aplicada no primeiro mês de vida da criança. Essa vacina não é eficaz na Tuberculose pulmonar, mas diminui as chances de desenvolvimento das formas graves da doença. Apesar disso, a forma mais eficaz é o tratamento das pessoas doentes para que seja evitado o aparecimento de novos casos.

Tratamento Para Tuberculose:

Pessoas com infecção de Tuberculose (classes 2 ou 4), mas que não têm a doença (como nas classes 3 ou 5), não espalham a infecção para outras pessoas. A infecção por Tuberculose numa pessoa que não tem a doença não é considerada um caso da doença e normalmente é relatada como uma infecção latente da doença. Esta distinção é importante porque as opções de tratamento são diferentes para quem tem a infecção latente e para quem tem a doença ativa.

Tratamento de infecção latente de tuberculose

O tratamento da infecção latente é essencial para o controle e eliminação da Tuberculose, pela redução do risco de a infecção vir a tornar-se doença ativa. Uma avaliação para descartar Tuberculose ativa é necessária antes que um tratamento para doença latente seja iniciado.

causas da tuberculose

Candidatos ao tratamento de Tuberculose latente são aqueles grupos de muito alto risco, com reação positiva à tuberculina de 5 mm ou mais, assim como aqueles grupos de alto risco com reações cutâneas de 10 mm ou mais. Veja em inglês na Wikipédia,classification of tuberculin reaction. Há vários tipos de tratamento disponíveis, a critério médico.

Contatos próximos

Contatos próximos são aqueles que dividem a mesma habitação ou outros ambientes fechados. Aqueles com riscos maiores são as crianças com idade inferior a 4 anos, pessoas imunodeprimidas e outros que possam desenvolver a Tuberculose logo após uma infecção.

Contatos próximos que tenham tido uma reação negativa ao teste de tuberculina (menos de 5 mm) devem ser novamente testados 10 a 12 semanas após sua última exposição à doença. O tratamento da Tuberculose latente pode ser descontinuado a critério médico.

Crianças

Crianças com menos de 4 anos de idade têm grande risco de progressão de uma infecção para a doença, e de desenvolverem formas de Tuberculose potencialmente fatais. Estes contatos próximos normalmente devem receber tratamento para Tuberculose latente mesmo quando não os testes de tuberculina ou o raio-X do tórax não sugere a doença.

Um segundo teste de tuberculina normalmente é feito de 10 a 12 semanas após a última exposição à Tuberculose infecciosa, para que se decida se o tratamento será descontinuado ou não.

Tratamento de tuberculose ativa

Os tratamentos recentes para a doença ativa incluem uma combinação de drogas e remédios, às vezes num total de quatro, que são reduzidas após certo tempo, a critério médico. Não se utiliza apenas uma droga, pois, neste caso, todas as bactérias sensíveis a ela morrem, e, três meses depois, o paciente sofrerá infecção de bactérias que conseguiram resistir a esta primeira droga.

Alguns medicamentos matam a bactéria, outros agem contra a bactéria infiltrada em células, e outros, ainda, impedem a sua multiplicação. Ressalve-se que o tratamento deve seguir uma continuidade com acompanhamento médico, e não deve ser suspenso pelo paciente após uma simples melhora.

Com isto, evita-se que cepas da bactéria mais resistentes sobrevivam no organismo, e retornem posteriormente com uma infecção mais difícil de curar. O tratamento dura seis mesesː porém, nos casos de Tuberculose multirresistente, pode durar até um ano, e gerar efeitos colaterais como surdez, náusea e psicose.

Tratamento por hidroterapia

Os tratamentos à base de água corrente fria já eram conhecidos na antiguidade. Assim, já no século V a.C., o grande médico grego Hipócrates fazia amplo uso das aspersões com água fria. Este método terapêutico é também assinalado pelo sábio romano Celso na época do nascimento de Cristo.

No século II d.C., Galeno, o último grande médico da Antiguidade, dava indicações explícitas sobre a utilização de banhos frios como medida terapêutica. Contudo, estes só alcançaram renome mundial com as práticas e escritos de Sebastian Kneipp.sintomas de tuberculose

É famosa a história do modo como o jovem Kneipp curou, da Tuberculose, um colega de estudos, regando-o secretamente de noite no pátio do Seminário Georgiano de Munique com baldes de água fria.

Kneipp aplicou mais vezes este tratamento a outros doentes com grande êxito, o que acabou por tornar, o regador, símbolo da sua terapêutica. É um dos métodos mais importantes da fisioterapia, desenvolvido especialmente por S. Hahn, Kneipp e Vincenz Priessnitz.

A acção curativa fundamenta-se na diferença de temperatura existente entre o corpo e a água. Distingue-se entre hidroterapia fria ou quente. Entre as formas de hidroterapia, contam-se os banhos de imersão, duches, vapores, lavagens etc.

Uma das características da Hidroterapia de Kneipp é a prescrição de duches frios ou alternadamente quentes e frios, que, mais tarde, se vieram a chamar de “escoceses”. Este método de cura surgiu da situação de emergência acima mencionada.

Revisão Geral pela Dra. Ana Karolynne Gonçalves - (no G+)

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INFORMAÇÃO DO AUTOR: Ana Karolynne Goncalve

Sou graduada no curso de Nutrição pela Universidade Federal do Maranhão(UFMA), CRN6-MA 16199, com Mestrado na área da Nutrição Clínica com relação ao metabolismo, prática e terapia nutricional, realizado também na Universidade Federal do Maranhão(UFMA), Atualmente trabalho no campo de pesquisa sobre a Qualidade e Inovação em Alimentos.

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