Esclerose Múltipla – O que é, Causas, Sintomas e Tratamentos

Revisado por

Bioquímica Farmacêutica pela USP

Especialista do Cura Natural

Esclerose Múltipla – O que é, Causas, Sintomas e Tratamentos é uma forma de tratar essa doença. Além disso, a esclerose múltipla é uma doença autoimune que afeta o cérebro, nervos ópticos e a medula espinhal (sistema nervoso central). Isso acontece porque o sistema imunológicodo corpo confunde células saudáveis com “intrusas”, e as ataca provocando lesões. O sistema imune do paciente corrói a bainha protetora que cobre os nervos, conhecida como mielina.

Os danos à mielina causam interferência na comunicação entre o cérebro, medula espinhal e outras áreas do sistema nervosa central. Esta condição pode resultar na deterioração dos próprios nervos, em um processo potencialmente irreversível.

esclerose multipla

Ao longo do tempo, a degeneração da mielina provocada pela doença vai causando lesões no cérebro, que podem levar à atrofia ou perda de massa cerebral. Em geral, pacientes com esclerose múltipla apresentam perda de volume cerebral até cinco vezes mais rápida do que o normal.

Os sintomas variam amplamente, dependendo da quantidade de danos e os nervos que são afetados. A esclerose múltipla (EM) se caracteriza por ser uma doença potencialmente debilitante. Pessoas com casos graves de esclerose múltipla podem perder a capacidade de andar ou falar claramente.

Nos estágios iniciais da doença, a esclerose múltipla pode ser de difícil diagnóstico, uma vez que os sintomas aparecem com intervalos e o paciente pode ficar meses ou anos sem qualquer sinal da doença.

O que é Esclerose Múltipla?

A esclerose múltipla é uma doença autoimune, causada por uma “confusão” do organismo. O sistema imunológico da pessoa identifica a bainha de mielina, revestimento dos neurônios, como um agente estranho e a ataca. Isso dificulta a transmissão dos impulsos nervosos.

Causas da Esclerose Múltipla:

As causas exatas da esclerose múltipla não são conhecidas, mas há dados interessantes que sugerem que a genética, o ambiente em que a pessoa vive e até mesmo um vírus podem desempenhar um papel no desenvolvimento da doença. Embora a causa ainda seja desconhecida, a esclerose múltipla tem sido foco de muitos estudos no mundo todo, o que tem possibilitado uma constante e significativa evolução na qualidade de vida dos pacientes.

Fatores de Risco da Esclerose Múltipla:

Vários fatores podem aumentar o risco de esclerose múltipla, incluindo:

Idade: A esclerose múltipla pode ocorrer em qualquer idade, mas mais comumente afeta as pessoas entre 20 a 40 anos. Nessa faixa etária são feitos 70% dos diagnósticos.

Gênero: Mulheres são mais propensas que os homens a desenvolver a esclerose múltipla. A proporção real é de três mulheres para cada homem Histórico familiar: se um de seus pais ou irmãos tem esclerose múltipla, você tem uma chance de 1 a 3% de desenvolver a doença – em comparação com o risco na população em geral.

Etnia: Os caucasianos, em especial aqueles cujas famílias se originam do norte da Europa, estão em maior risco de desenvolver esclerose múltipla. As pessoas de ascendência asiática, africana ou americana tem menor risco

Regiões geográficas: A esclerose múltipla é muito mais comum em áreas como a Europa, sul do Canadá, norte dos Estados Unidos, Nova Zelândia e sudeste da Austrália. Não se sabe ainda o porquê.

Outras doenças autoimunes: Você pode ser um pouco mais propenso a desenvolver esclerose múltipla se tiver outra doença que afeta o sistema imune como distúrbios da tireoide, diabetes tipo 1 ou doença inflamatória intestinal.

Sintomas de Esclerose Múltipla:

Pessoas com esclerose múltipla tendem a apresentar os primeiros sintomas na faixa dos 20 a 40 anos. Alguns podem ir e vir, enquanto outros permanecem.

Não há duas pessoas que apresentem rigorosamente os mesmos sintomas de esclerose múltipla. Isso porque as manifestações irão depender dos nervos que são afetados. No entanto, os primeiros sintomas de esclerose múltipla no geral são:

  • Visão turva ou dupla;
  • Fadiga;
  • Formigamentos;
  • Perda de força;
  • Falta de equilíbrio;
  • Espasmos musculares;
  • Dores crônicas;
  • Depressão;
  • Dificuldade cognitivas;
  • Problemas sexuais;
  • Incontinência urinária.

Você pode ter um único sintoma e, em seguida, passar meses ou anos sem qualquer outro. O problema também pode acontecer apenas uma vez, ir embora e nunca mais voltar. Para algumas pessoas, os sintomas tornam-se piores dentro de semanas ou meses.

Diagnóstico da Esclerose Múltipla:

O diagnóstico é basicamente clínico e deve ser complementado por ressonância magnética. Pode ser, no entanto, que o médico peça vários exames para excluir outras condições que podem ter sinais e sintomas semelhantes.

Uma vez confirmado o diagnóstico de esclerose múltipla, o tratamento farmacológico deve ser prontamente iniciado. Por se tratar de uma doença inflamatória desmielizante, com manifestação remitente-recorrente, o tratamento tem dois objetivos principais:

Tratamento da Esclerose Múltipla:

A esclerose múltipla não tem cura, mas pode ser controlada. O tratamento geralmente se concentra em manejar as crises, controlar os sintomas e reduzir a progressão da doença.

Hoje, no Brasil, já existem diversas opções de tratamento, através de cápsula oral diária ou injeções diárias, semanais e mensais. Há 3 tipos de betainterferonas disponíveis para tratamento da esclerose múltipla.

Interferon: 

Interferon é um grupo de proteínas – alfa, beta e gama – produzida pelo corpo e parte do sistema imunológico. Eles atuam controlando as atividades desse sistema de diversas formas, além de possuir propriedades antivirais. (Lembre-se das teorias sobre a relação entre esclerose múltipla e infecções por vírus). Até agora, os especialistas descobriram que o interferon-beta ou betainterferona é eficaz no tratamento da esclerose múltipla.

Acetato de Glatirâmer:

O acetato de glatirâmer é uma proteína que tem o objetivo de reduzir o número de crises da esclerose múltipla. Não se sabe exatamente como ela funciona, mas os médicos acreditam que ela seja capaz do bloquear o ataque de seu sistema imunológico na mielina, através de um desvio da imunidade, reduzindo o processo auto-imune.

Fingolimode:

O fingolimode é um medicamento oral, tendo sido a primeira droga oral para esclerose múltipla no mundo. Trata-se do primeiro princípio ativo de uma nova classe terapêutica, os moduladores de receptores esfingosina-1-fosfato (S1PR). Esses medicamentos determinam aprisionamento seletivo dos linfócitos “doentes” nos gânglios linfáticos, evitando que entrem no sistema nervoso central e destruam a mielina.

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