Cálculo Renal – O que é, Causas, Tratamento e Prevenção

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Nutrição - CRN6-MA 16199

O Cálculo Renal é uma doença muito comum. Estudos têm demonstrado que 15% dos indivíduos formarão pedras nos rins em algum momento de suas vidas. Considerando que 30% desses pacientes serão hospitalizados e submetidos a alguma intervenção (fragmentação endoscópica, por exemplo) associada à redução da produtividade, pode-se avaliar o grande impacto social e econômico dessa doença.

O Cálculo Renal também conhecido como pedra no rim, litíase, nefrolitíase, ureterolitíase, é formado por pequenos cristais, que podem se alojar tanto nos rins como em outro órgão do sistema urinário.

Tipos de Cálculo Renal:

Basicamente, são quatro os tipos de Cálculo Renal, devido à diferença entre suas características e formação. São eles:

1. Cálculos de Cálcio:

São os mais comuns e ocorrem mais em homens, na faixa entre 20 e 30 anos, do que em mulheres. É frequente que reapareçam mesmo após o tratamento.

Existem algumas fatores que ajudam na sua formação, como: algumas doenças do intestino delgado, dietas ricas em vitamina D e distúrbios metabólicos.

2. Cálculos de Cistina:

São comuns de aparecerem em quem sofre de uma doença renal hereditária chamada cistinúria, que atinge tanto em homens quanto mulheres.

3. Cálculos de Estruvita:

São mais recorrentes em mulheres com infecção urinária. O perigo dessas pedras é que elas podem crescer ao ponto de bloquearem o rim, o ureter ou a bexiga.

4. Cálculos de Ácido Úrico:

Formam-se com mais frequência em homens do que em mulheres e, sobretudo, em pacientes que têm ácido úrico elevado.

Causas do Cálculo Renal:

O Cálculo Renal se forma quando há um desequilíbrio de certas substâncias na urina. Algumas delas apresentam-se em quantidades maiores do que o normal, como cálcio, oxalato e ácido úrico, ou ocorre uma diminuição na quantidade de alguns fatores que impediriam a aglomeração desses cristais, como o citrato.

Tais substâncias podem formar pequenos cristais que, juntos, transformam-se em Cálculo Renal. Existem alguns fatores, considerados de risco, que contribuem para a formação do Cálculo Renal. São eles:

  • Problema genético;
  • Histórico familiar;
  • Homens são mais suscetíveis aos cálculos renais do que mulheres;
  • Ingestão de pouca quantidade de água. Pessoas que vivem em regiões quentes devem estar atentas a quantidade de água ingerida diariamente;
  • Dietas ricas em proteína, sódio (sal) ou açúcar;
  • Obesidade (em decorrência do excesso de ingestão de açúcar, sal e proteína);
  • Doenças do trato digestivo, que podem provocar alterações no processo de digestão, afetando diretamente o organismo na absorção de cálcio e água.

Outras doenças, como acidose, lesões renais tubulares, cistinúria, hiperparatireoidismo, doenças no trato urinário e alguns medicamentos também são vistos como causas do Cálculo Renal.

Diagnóstico do Cálculo Renal:

Ultrassonografia e radiografia de abdome são bons exames de triagem e acompanhamento para o Cálculo Renal, mas o exame padrão ouro para diagnóstico e indicação do tratamento é a tomografia de abdome.

Fora do período de crise pode-se realizar uma avaliação metabólica que incluem exames de sangue e urina para tentar se determinar o fator formador do  Cálculo Renal e então tentar prevenir a formação de novos cálculos.

Sintomas do Cálculo Renal:

Existem situações em que o Cálculo Renal é silencioso, mas, na maioria dos casos, a dor é lancinante. Os sintomas principais do Cálculo Renal são:

Tratamento Para o Cálculo Renal:

Quando é pequena, a pedra costuma ser expelida naturalmente. Basta aumentar a quantidade de líquido ingerido ou, caso o médico ache necessário, injetado na veia.

A partir de 1 centímetro de diâmetro, procedimentos entram em ação para fragmentar o Cálculo Renal e viabilizar sua eliminação. Uma das opções é a litotripsia extracorpórea, a menos agressiva para o organismo.

Na tradicional técnica percutânea, é feita uma incisão nas costas do paciente e um aparelho penetra na pele até atingir o rim para retirar o Cálculo Renal. O procedimento exige internação de até cinco dias para recuperação.

Como Prevenir o Cálculo Renal?

Como primeira medida é importante conhecer a razão pela qual as pedras apareceram, caso você já tenha sofrido com elas. Assim que forem expulsas, leve-as para serem examinadas no laboratório para determinar qual o tipo.

Também é provável que o médico indique coletar a urina 24 horas depois de ter eliminado a pedra para analisar quais componentes estão em nível excessivo.

Tanto as pessoas que sofreram Cálculo Renal como aqueles que são propensas à sua formação, é recomendado seguir uma vida saudável e seguir os seguintes hábitos:

  • Manter-se hidratado;
  • Praticar exercícios;
  • Consumir mais magnésio;
  • Manter o peso ideal;
  • Limitar o consumo de sódio;
  • Comer mais cítricos.

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