Doenças e Tratamentos

Leptospirose – o que é, causas, sintomas e tratamentos!

leptospirose

A leptospirose é uma doença infecciosa provocada pela bactéria Leptospira interrogans. É considerada uma zoonose e ocorre no mundo inteiro, exceto nas regiões polares. Há predominância por regiões pouco desenvolvidas, com saneamento básico precário com proliferação de roedores.

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leptospirose o que é, causas, sintomas e tratamentos

A leptospirose é muito conhecida, nos períodos de chuva a população que mora em áreas propícias a alagamento entram em alerta exatamente pelo risco de contraí-la. Isso porque a doença infecciosa é transmitida por uma bactéria presente na urina de alguns ratos contaminados e por isso pode estar presente nas águas das enchentes. Mas, essa não é a única forma de transmissão, qualquer contato com um rato ou com a urina dele pode ser perigoso. Por isso é importante ficar de olho, principalmente, nos cachorros que vivem em quintal para evitar que eles contraiam a leptospirose canina.

Causas da leptospirose:

A bactéria Leptospira penetra ativamente por mucosas ou lesões da pele do paciente. Após a penetração no seu hospedeiro, ela espalha-se rapidamente pela via linfática e sanguínea.

Os principais órgãos afetados são os rins, fígado, cérebro e pulmões. O período de incubação da bactéria pode variar de 2 a 30 dias, mas a média é de 10 dias de intervalo entre a contaminação e o início dos sintomas da doença.

As bactérias da leptospirose podem sobreviver no ambiente até semanas ou meses, o que vai depender das condições do mesmo, como temperatura, umidade, lama ou águas de superfície. Porém, elas são bactérias sensíveis aos desinfetantes comuns e a determinadas condições ambientais, sendo mortas rapidamente por desinfetantes, como o hipoclorito de sódio, presente na água sanitária, e também quando expostas à luz solar direta.

Quais os tipos e fases da leptospirose:

Existem basicamente 2 formas da doença, são elas:

Forma Anictérica: Quando não há amarelamento da pele, esta é a forma mais benigna. Apresenta poucos sintomas e é auto-limitada. Ocorre em 90% dos pacientes infectados.

Forma Ictérica: Quando a pele apresenta aspecto amarelado, esta forma é também conhecida por “Doença de Weil”, e é a mais grave. Acomete 10% dos doentes e pode levar à morte. Ainda a Leptospirose subdivide-se em duas fases, são elas:

Fase Precoce: Esta fase compreende de 85% a 90% das formas clínicas da doença, porém poucos casos são identificados nesta fase, por causa das dificuldades inerentes ao diagnóstico clínico e à confirmação laboratorial. Este é o período que o paciente poderá sentir:

  • Início súbito de febre;
  • Cefaleia;
  • Mialgia;
  • Anorexia;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Artralgia;
  • Hiperemia;
  • Hemorragia conjuntival;
  • Fotofobia;
  • Dor ocular;
  • Tosse;
  • Fase tardia.

Esta fase é característica por apresentar complicações da doença, que acomete cerca de 15% dos pacientes que têm uma evolução para manifestações clínicas graves. Essas têm início, geralmente, após a primeira semana de doença, contudo, também pode ocorrer mais cedo do que se espera.

Fase Tardia: Esta fase é característica por apresentar complicações da doença, que acomete cerca de 15% dos pacientes que têm uma evolução para manifestações clínicas graves. Além disso, essas têm início, geralmente, após a primeira semana de doença, contudo, também pode ocorrer mais cedo do que se espera.

Sintomas da leptospirose

A leptospirose pode ser pode ser assintomática. Quando há manifestação dos sintomas, a doença pode regredir espontaneamente de 3 a 7 dias sem deixar sequelas. Os sintomas principais, que se apresentam em 90% dos pacientes são: febre alta com calafrios, dor de cabeça e dor muscular. Além disso, em torno de 15% dos casos há evolução para a fase tardia, com manifestações graves e letais, incluído hemorragias, complicações renais, torpor e coma.

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Tratamento da leptospirose:

O tratamento é feito a base de antibióticos para que a doença não evolua para uma fora grave. Outra medida importante é a hidratação do doente. Não devem ser administrados medicamentos que contenham ácido acetilsalicílico (AAS), porque pode aumentar o risco de sangramento. Além disso, pacientes que desenvolvem meningite ou icterícia devem ser internados. Formas graves (complicações renais) também necessitam de tratamento intensivo no hospital.

Dr. Valeria Carneiro Graduada na Universidade Federal de Minas Gerais em Medicina Especializada em Ginecologia e Obstetrícia, Pós Graduada no Departamento de Ginecologia na UNIFESP/ EPM a 2 anos, Experiencia clinica em patologias do trato genital feminino e foco em cirurgias ginecológicas como também especialista em partos normais e cirúrgicos.

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