Esofagite – Oque é, Causas, Sintomas e Tratamentos

Revisado por

Bioquímica Farmacêutica pela USP

Especialista do Cura Natural

Esofagite – Oque é, Causas, Sintomas e Tratamentos
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Esofagite – Oque é, Causas, Sintomas e Tratamentos nesse artigo você vai tirar todas as suas dúvidas a respeito dessa doença. Além disso, a esofagite é a inflamação do esôfago, que liga a boca ao estômago, que pode ser causada pelo refluxo gástrico, que se dá quando o conteúdo ácido do estômago entra em contato com a mucosa do esôfago. Ela gera sintomas como azia e gosto amargo na boca, mas quando o paciente segue corretamente a dieta para esofagite, pode haver cura.

O que é Esofagite?

A Esofagite é uma inflamação do esôfago (canal que conduz o alimento até o estômago). Quando não diagnosticada e tratada precocemente, causa alterações em sua estrutura, bem como em sua função.

Dentre os sintomas que podem caracterizar a condição está uma dor no peito referente à azia gerada pelos problemas de deglutição que são causados. Ela afeta, em grande parte dos casos, pessoas na faixa dos 55 anos de idade ou mais.

Causas da Esofagite:

A esofagite é causada pelo refluxo do fluido ácido do estômago para o esôfago ou por alguma substância cáustica ingerida. Uma causa frequente de grave é a ingestão acidental ou deliberada (com intento suicida) de soda cáustica. Ela também pode ser causada por uma doença autoimune chamada eosinofílica.

O risco da esofagite torna-se aumentado pela presença de alguns fatores, como álcool, fumo, cirurgia ou radiação torácica e vômitos. Pessoas com debilidade do sistema imunológico ou em uso constante de determinados medicamentos (como corticoides, por exemplo) podem desenvolver infecções por fungos, cândida ou vírus, que levam à doença.

Tipos de Esofagite:

Esofagite de refluxo: Em nosso aparelho digestivo, existe uma estrutura parecida com uma válvula que impede que os ácidos contidos dentro do estômago voltem para o esôfago. Se essa estrutura não funciona corretamente, o paciente é diagnosticado com a Doença do Refluxo Gastroesofágico, em que os ácidos estomacais voltam ao esôfago com bastante frequência. Uma das complicações possíveis dessa condição, com quadro de inflamação crônica e danos no tecido que reveste o esôfago.

Esofagite de eosinófilos: Eosinófilos são células sanguíneas responsáveis pela defesa ou imunidade do organismo, que ajudam na regulação de inflamações e participam ativamente na ação contra reações alérgicas. A de eosinófilos acontece quando há uma alta concentração dessas células na região do esôfago, em resposta à ação de um agente alérgico.

Geralmente, pessoas infectadas com este tipo têm alergia a um ou mais alimentos, como leite, ovos, trigo, soja, amendoins, feijão, centeio e carne bovina, mas também podem apresentar alergias ao pó, por exemplo.

Esofagite causada por medicamento: Vários medicamentos de via oral podem causar danos nos tecidos, principalmente se estes permanecerem em contato com o forro do esôfago por muito tempo. Além disso, tomar remédios com pouca ou sem água também é considerado um risco, pois a pílula pode entalar no esôfago e acabar causando a inflamação.

Esofagite infecciosa: Também pode ser causada por infecção viral, bacteriana, fúngica ou por meio de um parasita no tecido que reveste o esôfago. A infecciosa é o mais raro dos tipos de inflamações no esôfago, e surge mais em pessoas com problemas de baixa imunidade principalmente os portadores de HIV/AIDS ou câncer.

A causa mais comum deste tipo é o fungo Candida albicans, normalmente presente na boca. No entanto, alguns fatores contribuem para a contaminação, especialmente imunidade baixa, diabetes, câncer e uso de antibióticos.

Sintomas da Esofagite:

Os sintomas da esofagite são, muitas vezes, semelhantes aos do refluxo gastroesofágico, porém um pouco mais intensos. Além desses, pode ser que outros sintomas venham a aparecer, como dificuldade na deglutição e mau hálito.

  • azia, que começa na altura do estômago e pode atingir a garganta;
  • Dor no peito, às vezes tão intensa que chega a ser confundida com a dor da angina ou do infarto;
  • Dor nas costas (dorsalgia), irradiada da dor no peito.

Demais sintomas:

Além dos sintomas já citados, pode haver a presença de outros, tais como:

  • Disfagia (dificuldade para engolir);
  • Sangue nos vômitos e fezes, quando a inflamação é mais acentuada;
  • Gosto amargo na boca;
  • Mau hálito;
  • Rouquidão;
  • Dor de garganta;
  • Tosse.

Diagnóstico da Esofagite:

Inicialmente, o médico deve colher uma detalhada história clínica do paciente e pode valer-se também de uma endoscopia digestiva alta e de exames radiológicos contrastados com bário. Um fragmento de tecido do esôfago pode ser colhido durante a endoscopia, para uma biópsia.

Tratamento da Esofagite:

O tratamento adequado depende do tipo de esofagite que o paciente possui, por isso é sempre aconselhável procurar um médico, mas, na maior parte dos casos, o tratamento é medicamentoso.

No caso da Esofagite causada pelo refluxo gastroesofágico pode ser indicado o tratamento cirúrgico para reparo da válvula que separa o esôfago do estômago, mas ele só é indicado em casos extremos. Na esofagite de eosinófilos a dieta balanceada, sem elementos que causem a alergia, é o melhor tratamento.

Na infecciosa o médico deve prescrever um medicamento específico para o tipo de infecção que causou a doença naquele paciente, seja ela viral, bacteriana, fúngica ou por meio de parasita.

Já na causada por medicamentos é indicado trocar os remédios em uso que podem ter causado o problema ou substituí-lo por uma versão líquida.

Revisão Geral pela Dra. Ana Karolynne Gonçalves - (no G+)

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INFORMAÇÃO DO AUTOR: Byanca Stefany

Sou graduada em Ciências Farmaceuticas pela Universidade Federal do Piaui (UFPI), com pós graduação em Fármaco e Medicamentos pela Universidade de São Paulo (USP) mestrado também pela Universidade de São Paulo (USP) na área de Tecnologia Bioquímica Farmacêutica e Doutoranda pela Universidade de São Paulo (USP) na área de Farmácia Fisiopatologista e Toxicologia. Atualmente Trabalho na área de Análise Clinicas, e tambèm atuo no Instituto de Pesquisa de Ciência, tecnologia e Qualidade (ICTQ) e exerço a função de Editor no site "Dicas de Saúde".

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