Hepatite D – O que é, Causas, Sintomas e Tratamentos

Revisado por

Dr. Valeria Carneiro Graduada em Ginecologia e Obstetrícia!

Especialista do Cura Natural

Hepatite D – O que é, Causas, Sintomas e Tratamentos
4.5 (90%) 2 vote[s]

Hepatite D – O que é, Causas, Sintomas e Tratamentos que muitas pessoas não conhecem. Alem disso, a Hepatite D, também conhecida como Hepatite Delta, é outra doença viral, contagiosa, que atua em conjunto com o vírus VHB, o vírus que causa a Hepatite B. Isso acontece por que o vírus que causa a Hepatite D é incompleto e necessita do vírus causador da B para se replicar e se multiplicar no organismo.

A contaminação pela Hepatite Delta pode ocorrer através da relação sexual sem preservativos, pelo compartilhamento de objetos íntimos, como aparelho de barbear, depiladores e escovas de dente, pela transfusão de sangue e pelo aleitamento materno. Gestante também podem contaminar o bebê com o vírus.

Causas da Hepatite D:

O que causa a hepatite D é o vírus da Hepatite D ou VHD em conjunto com o vírus da hepatite B. Assim, concluímos que o VHD não se multiplica sem ajuda do VHB por ser um vírus incompleto ou defeituoso. Dados mostram que 15 milhões de pessoas no mundo com o vírus da hepatite B são infectadas com o vírus da hepatite delta.

As formas mais comuns de transmissão da hepatite d é pelo contato com sangue contaminado, sexo desprotegido com alguém infectado ou por qualquer forma onde haja troca de fluidos corporais. Veja os meios mais comuns:

  • Sangue – seja por uma transfusão ou corte na pele;
  • Urina;
  • Sêmen;
  • Fluidos vaginais;
  • De mãe para filho durante o nascimento.

Vale lembrar que quem está contaminado com o vírus da hepatite B está em grande risco de ser contaminado pelo VHD.

A partir do momento em que alguém contrai hepatite D ela pode fazer a transmissão da doença mesmo que não tenha nenhum sintoma aparente. O sangue em especial é potencialmente contagioso em qualquer estágio da doença, seja agudo ou crônico.

Quais São os Sintomas da Hepatite D?

A hepatite D aguda revela-se após um período de incubação de três a sete semanas. A fase pré-icterícia, que pode durar entre três a sete dias, começa com sintomas de fadiga, letargia, falta de apetite e náuseas, depois a pele ganha um tom amarelado que é o sinal de icterícia e, então, os outros sintomas desaparecem, com excepção da fadiga e das náuseas, a urina torna-se escura e as fezes claras, enquanto os níveis de bilirrubina no sangue sobem.

Como a superinfecção causa, geralmente, uma hepatite aguda grave, com um período de incubação lento, os sinais são idênticos aos das duas doenças (hepatite D e hepatite B). Nos casos em que evolui para hepatite crónica, os sintomas são menos intensos do que na hepatite aguda. A evolução para cirrose acontece em 60 a 70 por cento dos casos e demora entre cinco a dez anos, mas pode ocorrer 24 meses após a infecção.

A hepatite D fulminante é rara, mas é dez vezes mais comum do que noutros tipos de hepatite viral e caracteriza-se por encefalopatia hepática: mudanças de personalidade, distúrbios do sono, confusão e dificuldade de concentração, comportamentos anormais, sonolência e, por último, estado de coma.

Prevenção Para Hepatite D:

Como a hepatite D depende da presença do vírus B para se reproduzir, as formas de evitá-la são as mesmas do tipo B da doença.

As principais medidas de proteção são para hepatite D: vacinação contra a hepatite B, uso da camisinha em todas as relações sexuais, não compartilhar de objetos de uso pessoal – como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings.

O preservativo está disponível na rede pública de saúde. Caso você não saiba onde retirar a camisinha, ligue para o Disque Saúde (136).

Além disso, toda mulher grávida precisa fazer o pré-natal e os exames para detectar as hepatites, a aids e a sífilis. Esse cuidado é fundamental para evitar a transmissão de mãe para filho. Em caso positivo, é necessário seguir todas as recomendações médicas, inclusive sobre o tipo de parto e amamentação.

Tratamento Para Hepatite D:

É importante ressaltar que o paciente diagnosticado com a Hepatite C deve iniciar o seu tratamento imediatamente, pois pode levar a uma hepatite D. O tratamento para esse tipo de hepatite visa reduzir e aliviar os sintomas. Medicamentos antivirais e diminuição de atividades físicas também ajudam no tratamento da Hepatite B.

Todo e qualquer medicamento deve ser tomado com acompanhamento médico, pois a utilização de substâncias contraindicadas pode levar o paciente à problemas mais sérios, como o cirrose e ao câncer. O paciente também deve eliminar as bebidas alcoólicas de sua rotina até o término do tratamento e a cura da doença.

Revisão Geral pela Dra. Ana Karolynne Gonçalves - (no G+)

DEIXE SEU COMENTÁRIO!

VOCÊ PRECISA VER ISSO:

INFORMAÇÃO DO AUTOR: Valeria Carneiro

Dr. Valeria Carneiro Graduada na Universidade Federal de Minas Gerais em Medicina Especializada em Ginecologia e Obstetrícia, Pós Graduada no Departamento de Ginecologia na UNIFESP/ EPM a 2 anos, Experiencia clinica em patologias do trato genital feminino e foco em cirurgias ginecológicas como também especialista em partos normais e cirúrgicos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *