Doença de Parkinson – O que é, Causas e Sintomas

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Nutrição - CRN6-MA 16199

Doença de Parkinson – O que é, Causas e Sintomas
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A Doença de Parkinson é uma condição que afeta milhares de pessoas em todo o mundo. Além disso, o termo parkinsonismo se refere a um grupo de diversas doenças que apresentam sintomas em comum e que são associadas a outras manifestações neurológicas ou não. Dentre essas doenças, está a Doença de Parkinson (DP), provavelmente a mais conhecida desse grupo. Ela recebe esse nome em homenagem ao primeiro médico que descreveu a doença, em 1817, Dr. James Parkinson.tratamento para doença de parkinson

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 1% da população mundial acima de 65 anos apresenta DP. No Brasil, infelizmente não há uma estatística exata da quantidade de enfermos, mas estima-se que 200 mil pessoas sofram da doença.

O que é a Doença de Parkinson:

A Doença de Parkinson (DP) é uma perturbação degenerativa crónica do sistema nervoso central que afeta principalmente a coordenação motora. Os sintomas vão-se manifestando de forma lenta e gradual ao longo do tempo. Na fase inicial da doença, os sintomas mais óbvios são tremores, rigidez, lentidão de movimentos e dificuldade em caminhar.

Podem também ocorrer problemas de raciocínio e comportamentais. Nos estádios avançados da doença é comum a presença de demência. Cerca de 30% das pessoas manifestam depressão e ansiedade. Entre outros possíveis sintomas estão problemas sensoriais, emocionais e perturbações do sono. O conjunto dos principais sintomas a nível motor denominam-se “Parkinsonismo”, ou “síndrome de Parkinson”.

Sintomas da Doença de Parkinson:

Geralmente, a Doença de Parkinson começa de modo assintomático e avança de forma gradual. O primeiro sintoma é

  • Tremores em cerca de dois terços das pessoas
  • Problemas com movimentos ou uma sensação reduzida de odores na maioria das outras

Tremores normalmente apresentam as seguintes características:

  • São largos e cadenciados
  • Geralmente ocorre em uma mão, enquanto está em repouso (tremor de repouso)
  • Frequentemente envolvem o movimento das mãos como se estivesse enrolando pequenos objetos (chamado “pill-rolling”)
  • Diminui quando a mão está se movendo intencionalmente e desaparece por completo durante o sono
  • Pode ser piorado por estresse emocional ou fadiga
  • Pode se intensificar e, com o tempo, avançar para a outra mão, braços e pernas
  • Pode também afetar as mandíbulas, a língua, a testa e as pálpebras, mas não a voz

Em algumas pessoas, o tremor nunca se desenvolve. Normalmente, a Doença de Parkinson causa também os seguintes sintomas:

  • Rigidez: Os músculos ficam rígidos, tornando o movimento difícil. Quando o médico tenta flexionar o antebraço da pessoa ou esticá-lo, o braço resiste ao ser movido e, quando isso ocorre, começa e para de se mover, como se fosse uma roda dentada (chamada rigidez da roda dentada).
  • Lentificação dos movimentos: Os movimentos se tornam lentos e difíceis de serem iniciados e as pessoas tendem a se mover menos. Quando elas se movem menos, mover-se torna-se mais difícil porque as articulações tornam-se rígidas e os músculos enfraquecidos.
  • Dificuldade em manter o equilíbrio e a postura: A postura torna-se curvada, e é difícil manter o equilíbrio. Portanto, as pessoas tendem a tombar para a frente ou para trás. Visto que os movimentos são lentos, os indivíduos não poderão mexer as mãos com rapidez suficiente para amortecer uma queda.

Fica difícil caminhar, principalmente, para dar o primeiro passo. Depois de iniciado, as pessoas geralmente arrastam os pés, dão passos curtos, mantêm os braços dobrados na cintura e balançam pouco ou não balançam os braços. Ao andar, têm dificuldade de parar ou virar. Quando a doença está avançada, algumas pessoas param de andar de repente, porque sentem como se os pés estivessem colados no chão (chamado congelamento). Outras pessoas aceleram os passos de modo involuntário e gradual, e iniciam repentinamente uma corrida aos tropeções para evitar a queda. Este sintoma é chamado festinação.causas da doença de parkinson

A rigidez e a diminuição da mobilidade podem contribuir para dores musculares e fadiga. Ter músculos rígidos interfere com muitos movimentos: virar-se na cama, entrar ou sair de um carro e levantar-se de uma poltrona. As atividades diárias normais (como vestir-se, arrumar o cabelo, alimentar-se e escovar os dentes) levam mais tempo.

Como as pessoas frequentemente apresentam dificuldades em controlar os músculos pequenos das mãos, as atividades diárias, como abotoar os botões da camisa ou apertar os laços dos sapatos, tornam-se cada vez mais difíceis. A maioria das pessoas com a Doença de Parkinson tem uma escrita tremida e diminuta (micrografia), por ser difícil começar e manter o traço da caneta. As pessoas podem pensar erroneamente que esses sintomas são fraquezas. No entanto, força e sensibilidade geralmente são normais.

A face fica menos expressiva (semelhante à máscara), porque os músculos faciais que controlam as expressões não se mexem tanto quanto normalmente o fariam. Essa falta de expressão pode ser confundida com uma depressão ou, pode fazer com que a depressão passe despercebida. (Depressão é comum entre pessoas com Doença de Parkinson)

Por fim, o semblante pode apresentar um olhar perdido com a boca aberta e os olhos podem não piscar com frequência. Por vezes, os indivíduos babam ou se engasgam, porque os músculos na face e na garganta estão rígidos, tornando difícil a deglutição. Os pacientes costumam falar lentamente, com uma voz monótona, e por vezes gaguejam, devido à dificuldade que têm em articular as palavras. A Doença de Parkinson também causa outros sintomas:

  • Problemas de sono, incluindo insonia, são comuns, frequentemente porque a pessoa precisa urinar com frequência ou porque os sintomas pioram durante a noite, dificultando a pessoa virar na cama. É comum o desenvolvimento da disfunção do sono associado ao movimento rápido dos olhos (REM). Nesta doença, os membros, que normalmente não se movem no sono REM, podem se mover de modo violento e súbito porque as pessoas estão agindo conforme em seus sonhos, às vezes, até machucando o(a) companheiro(a). A falta de sono pode contribuir para a depressão e sonolência durante o dia.
  • Problemas para urinar podem ocorrer. Pode ser difícil começar a urinar e continuar (chamada hesitação urinária). As pessoas podem apresentar uma necessidade compulsória para urinar (urgência). Incontinência é comum.
  • A constipação pode se desenvolver, pois o intestino pode mover seu conteúdo mais lentamente. A inatividade e a levodopa, o principal medicamento usado no tratamento da Doença de Parkinson, podem piorar a constipação.
  • Pode ocorrer uma redução súbita e excessiva na pressão sanguínea quando uma pessoa fica de pé (hipotensão ortostática).
  • As escamas (dermatite seborreica) se desenvolvem geralmente no couro cabeludo e no rosto e, às vezes, em outras áreas.
  • Perda de olfato (anosmia) é comum, mas as pessoas podem não perceber.
  • Em aproximadamente um terço das pessoas com a Doença de Parkinson, ocorre a demência. Em muitas outras, o pensamento é comprometido, mas as pessoas podem não reconhecer isso.
  • Depressão pode se desenvolver, algumas vezes anos antes de as pessoas apresentarem problemas com movimentos. A depressão tende a piorar conforme a Doença de Parkinson se torna mais grave. A depressão também pode fazer com que os problemas de movimentos piorem.
  • Alucinações, delírios e paranoia podem ocorrer, particularmente se a demência se desenvolve. As pessoas podem ver ou ouvir coisas que não existem (alucinações) ou firmemente manter determinadas crenças ao invés de claras evidências que as contradigam (delírios). Elas podem se tornar desconfiadas e pensar que outras pessoas apresentam a intenção de machucá-las (paranoia). Esses sintomas são considerados sintomas psicóticos, uma vez que representam a perda de contato com a realidade. Sintomas psicóticos são os motivos mais comuns para as pessoas com Doença de Parkinson serem admitidas em uma instituição. Apresentar esses sintomas aumenta o risco de falecimento.

Sintomas mentais, incluindo sintomas psicóticos podem ser provocados pela Doença de Parkinson ou por um medicamento utilizado para tratá-la.

Os medicamentos utilizados para tratar a Doença de Parkinson ( Medicamentos utilizados para tratar a Doença de Parkinson) podem também provocar problemas como comportamentos obsessivo-compulsivos ou dificuldade de controlar vontades, resultando, por exemplo, em apostas ou coleções compulsivas.

sintomas da doença de parkinson

Diagnóstico:

O diagnóstico da Doença de Parkinson é essencialmente clínico, baseado na correta valorização dos sinais e sintomas descritos. O profissional mais habilitado para tal interpretação é o médico neurologista, que é capaz de diferencia esta doença de outras que também afetam involuntariamente os movimentos do corpo.

Os exames complementares, como tomografia cerebral, ressonância magnética etc., servem apenas para avaliação de outros diagnósticos diferenciais. O exame de tomografia computadorizada por emissão de fóton-único para quantificar a dopamina cerebral (SPECT-Scan) pode ser utilizado como uma ferramenta especial para o diagnóstico de Doença de Parkinson, mas é, na maioria das vezes, desnecessário, diante do quadro clínico e evolutivo característico.

Causas da Doença de Parkinson:

Como explicado, a doença ocorre por conta da deficiência de dopamina, causada pela degenaração dos neurônios localizados na substância negra. Até hoje não foi descoberto o motivo efetivo para esses neurônios serem afetados, mas alguns fatores podem desempenhar um papel na formação da Doença de Parkinson. Confira abaixo quais são.

Idade

A DP é uma enfermidade que acomete principalmente as pessoas que tenham 60 anos ou mais. É conhecido alguns casos da apresentação da doença em pessoas com menos de 40, ou até mesmo 20 anos, mas são muito raros.

Histórico familiar

Não é regra, mas familiares de pessoas que possuem a Doença de Parkinson tem mais chances de desenvolver a doença.

Pessoas do sexo masculino

Segundo estatísticas, a doença é mais frequente em homens do que em mulheres.

Traumas isolados ou repetitivos no crânio

Um exemplo é o da atividade que um lutador de boxe pratica. Como ele recebe diversos traumas repetitivos na região do cérebro, os neurônios dopaminérgicos, isto é, os produtores da dopamina, podem se lesionar.

Contato com agrotóxicos

Determinadas substâncias químicas podem causar a lesão neurológica que levam ao Parkinson.

Tratamento Para Doença de Parkinson:

Não há cura conhecida para o Parkinson. O objetivo do tratamento é, prioritariamente, controlar os sintomas. Para isso, são usados basicamente medicamentos. Mas uma cirurgia pode ser necessária em alguns casos.

O médico também poderá recomendar mudanças no estilo de vida do paciente, especialmente a inclusão de exercício aeróbio contínuo no dia a dia da pessoa doente. Em alguns casos, a terapia física também será necessária para melhorar o senso de equilíbrio do paciente.

Medicamentos

Medicamentos podem ajudar a tratar problemas com o andar, movimentos e tremor, aumentando a quantidade de dopamina no cérebro.doença de parkinson

Você haver uma melhora significativa dos sintomas após o início do tratamento. Ao longo do tempo, no entanto, os benefícios dos medicamentos frequentemente diminuem ou tornam-se menos consistentes, embora os sintomas geralmente possam continuar a ser razoavelmente bem controlados. O médico pode prescrever derivados da levodopa, anticolinérgicos, amantadinas, entre outros.

É comum que aconteça a flutuação motora em pacientes que tomam levodopa, em que a intensidade dos sintomas varia ao longo do dia, conforme o pico de ação do medicamento. Normalmente isso pode ser controlado distribuindo melhor as doses ou fazendo associações medicamentosas.

Cirurgia

Com menor frequência, a cirurgia pode ser uma opção para pacientes com Parkinson severo que já não responda a muitos medicamentos. Essas cirurgias não curam o Parkinson, mas podem ajudar alguns pacientes:

  • Na estimulação cerebral profunda (DBS), o cirurgião implanta estimuladores elétricos em áreas específicas do cérebro para ajudar o movimento
  • Outro tipo de cirurgia destrói os tecidos cerebrais que causam os sintomas do Parkinson.

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