Dismenorreia – O que é, Causas, Sintomas e Tratamentos

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Nutrição - CRN6-MA 16199

Dismenorreia – O que é, Causas, Sintomas e Tratamentos
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Dismenorreia – O que é, Causas, Sintomas e Tratamentos  que muitos desconhecem Além do que, a palavra, de origem grega, significa menstruação difícil. Existem dois tipos de cólica menstrual: a Dismenorreia primária e a secundária. Em 80% dos casos a cólica menstrual está associada à Dismenorreia primária e se manifesta um a dois anos após a primeira menstruação ou menarca.

Dismenorreia

A Dismenorreia primária é provocada por aumento na produção da chamada prostaglandina pela camada que reveste o útero, denominada endométrio. A prostaglandina é uma substância hormonal produzida a partir do estímulo da progesterona, o hormônio que predomina na segunda fase do ciclo reprodutivo feminino, depois que ocorre a ovulação.

O excesso de prostaglandina durante o período menstrual provoca fortes contrações do útero, que é um músculo.

Ao contrair-se o útero pressiona os vasos sanguíneos à sua volta, dificultando o suprimento de oxigênio aos tecidos. A dor é resultado da falta de oxigênio em partes do útero. O excesso de prostaglandina afeta outros órgãos e é por isso que a cólica menstrual é freqüentemente acompanhada de sintomas como dor de cabeça, dor nas costas, náusea e vômito, tontura e diarréia.

O que é Dismenorreia?

Dismenorreia é o quadro clínico que envolve uma série de queixas dolorosas, entre as quais, as dores em cólica no baixo ventre, além de outros desconfortos extragenitais no organismo da mulher. menstruação e desaparece no final do fluxo menstrual.

Embora alguns mal-estares sejam relativamente comuns nesta fase, rotulamos de Dismenorreia quando a intensidade dos sintomas físicos e psíquicos comprometem o cotidiano e até mesmo a qualidade de vida da mulher.

Causas da Dismenorreia:

A Dismenorreia primária está associada à liberação de substâncias chamadas prostaglandinas, que são produzidas no útero. Sua elevação acima de níveis fisiológicos promove fortes contrações no músculo uterino e redução da circulação (vasoconstricção) dos seus vasos sanguíneos e diminuição da oxigenação no local, com consequente surgimento da dor menstrual.

A produção de prostaglandinas está relacionada ao equilíbrio da produção de estrogênios e progesterona e é sabido que a Dismenorreia primária ocorre nos ciclos ovulatórios. Os estrogênios estimulam sua produção e a progesterona produzida em níveis fisiológicos quando a mulher ovula, não é capaz de impedir seus efeitos contráteis sobre o útero.

A Dismenorreia secundária aparece vários anos depois da menarca e está associada a algumas doenças locais já existentes, entre as quais a endometriose, a adenomiose, mioma uterino, doença inflamatória pélvica (DIP), reação inflamatória ao uso de DIU, malformações uterinas, estenose cervical e outros.

Dismenorreia causasEntre as causas menos comuns de Dismenorreia estão a presença de cistos nos ovário e varizes pélvicas, que causam dores no baixo ventre, podendo simular um quadro de Dismenorreia secundária.

Sintomas da Dismenorreia:

Os sintomas variam de acordo com algumas características, por isso o quadro é dividido em Dismenorreia primária e Dismenorreia secundária. Na Dismenorreia primária, a menstruação dolorosa surge mais precocemente, sem que seja reconhecida qualquer doença de ordem ginecológica associada. As secundárias ocorrem mais tardiamente e estão associadas a algumas doenças ginecológicas.

Predomina a menstruação dolorosa – dor em cólica no baixo ventre – muito frequente nas adolescentes desde um a dois anos após a primeira menstruação (menarca), quando a jovem começa a ovular com mais regularidade e persiste até os 25 anos, quando a severidade dos sintomas regride e até mesmo desaparece.

Os outros sintomas gerais, menos comuns, chamados de extragenitais, acometem pelo menos 50% dos casos e são representados por náusea/vômitos (90%), desânimo e fadiga (85%), nervosismo (65%) e dor de cabeça (50%). Em menor frequência e intensidade também é possível mencionar a diarreia, a sudorese excessiva, a insônia e a “sensação de desmaio” (lipotímia).

Tratamento da Dismenorreia:

O tratamento da Dismenorreia consiste basicamente na administração de analgésicos para alívio da dor, porém os medicamentos mais recomendados no controle da cólica menstrual são os antiespasmódicos, como o buscopan, ou o ácido mefenâmico, que é um anti-inflamatório não esteróide, como o Ponstan.

Além dos medicamentos para alívio das dores, realizar compressas de água quente na região dolorosa também costuma aliviar as dores, bem como procurar manter repouso durante o período menstrual. Vale ressaltar que o repouso não consiste em permanecer na cama, mas em evitar tarefas que intensifiquem a dor.

Alguns estudos demonstram que a acupuntura pode ser uma terapia adjuvante importante no tratamento da Dismenorreia.

Revisão Geral pela Dra. Ana Karolynne Gonçalves - (no G+)

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INFORMAÇÃO DO AUTOR: Ana Karolynne Goncalve

Sou graduada no curso de Nutrição pela Universidade Federal do Maranhão(UFMA), CRN6-MA 16199, com Mestrado na área da Nutrição Clínica com relação ao metabolismo, prática e terapia nutricional, realizado também na Universidade Federal do Maranhão(UFMA), Atualmente trabalho no campo de pesquisa sobre a Qualidade e Inovação em Alimentos.

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