Microcefalia – O que é, Causas, Sintomas e Tratamentos

Revisado por

Bioquímica Farmacêutica pela USP

Especialista do Cura Natural

Microcefalia – O que é, Causas, Sintomas e Tratamentos
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Microcefalia – O que é, Causas, Sintomas e Tratamentos nesse artigo, você vai tirar todas suas dúvidas sobre essa doença. Além disso, a microcefalia é uma doença em que a cabeça e o cérebro das crianças são menores que o normal para a sua idade, o que prejudica o seu desenvolvimento mental, porque os ossos da cabeça, que ao nascimento estão separados, se unem muito cedo, impedindo que o cérebro cresça.

A criança com microcefalia, pode precisar de cuidados por toda a vida, mas isso é normalmente confirmado depois do primeiro ano de vida e irá depender muito do quanto o cérebro conseguiu se desenvolver e que partes do cérebro estão mais comprometidas. Veja detalhes sobre como é a vida da criança.

O que é Microcefalia?

Microcefalia é uma condição neurológica rara em que a cabeça e o cérebro da criança são significativamente menores do que os de outras da mesma idade e sexo. A microcefalia normalmente é diagnosticada no início da vida e é resultado do cérebro não crescer o suficiente durante a gestação ou após o nascimento.

Causas da Microcefalia:

Microcefalia é o resultado do crescimento abaixo do normal do cérebro da criança ainda no útero ou na infância. A microcefalia pode ser genética. Algumas outras causas são:

  • Malformações do sistema nervoso central;
  • Diminuição do oxigênio para o cérebro fetal;
  • Algumas complicações na gravidez ou parto podem diminuir a oxigenação para o cérebro do bebê;
  • Exposição a drogas, álcool e certos produtos químicos na gravidez;
  • Desnutrição grave na gestação;
  • Fenilcetonúria materna;
  • Rubéola congênita na gravidez;
  • Toxoplasmose congênita na gravidez;
  • Infecção congênita por citomegalovírus.

Doenças genéticas que causam a microcefalia podem ser:

  • Síndrome de Down;
  • Síndrome de Cornelia de Lange;
  • Síndrome Cri du chat;
  • Síndrome de Rubinstein – Taybi;
  • Síndrome de Seckel;
  • Síndrome de Smith-Lemli–Opitz;
  • Síndrome de Edwards.

A microcefalia normalmente é detectada nos primeiros exames após o nascimento em um check-up regular. Contudo, caso você suspeite que a cabeça de seu bebê é menor do que a de outros da mesma idade ou não está crescendo como deveria, fale com seu médico.

Sintomas da Microcefalia:

O principal sintoma é o tamanho reduzido da cabeça, o que dificulta o desenvolvimento do cérebro. Isso pode causar diversos outras consequências como:

Déficit intelectual: Nos casos em que a condição é primária, não é comum haver redução intelectual, mas estes representam apenas 10% dos casos de microcefalia. Os outros 90% apresentam déficit intelectual grave em decorrência do tamanho cerebral reduzido.

Espasmos musculares: Espasmos musculares são comuns em pacientes de microcefalia. Este sintoma é um dos que levanta suspeita adquirida ou de uma versão leve da congênita, já que nesses casos o bebê não apresenta grande mudança no tamanho do crânio e a doença pode passar despercebida.

Problemas motores: Dificuldade de equilíbrio, caminhar, manter a cabeça levantada, pegar coisas e outros problemas motores podem estar presentes em pacientes, em consequência do tamanho cerebral reduzido e da pressão intracraniana.

Tratamento da Microcefalia: 

O tratamento da microcefalia não cura a doença, porém ajuda a reduzir as consequências no desenvolvimento mental da criança. Uma das possibilidade de tratamento é fazer uma cirurgia para separar ligeiramente os ossos do crânio, nos 2 primeiros meses de vida, para evitar a compressão do cérebro que impede seu crescimento.

Quando além da microcefalia a criança possui hidrocefalia, que é a presença de líquido dentro do cérebro, também existe a possibilidade de colocar um dreno para controlar esse líquido. Entenda o que é hidrocefalia.

Além disso, pode ser necessário usar medicamentos que ajudam o dia a dia da criança, que atuam diminuindo os espasmos musculares e melhoram a tensão dos músculos. A fisioterapia é indicada e pode ajudar no desenvolvimento físico e mental e por isso quanto mais estímulo dentro da fisioterapia a criança tiver, melhores serão os resultados.

Além disso, as injeções de botox em determinados músculos dos braços ou pernas podem ser úteis para diminuir a contração muscular involuntária e melhorar o cuidado diário com o bebê e até mesmo as sessões de fisioterapia. Entenda como o botox atua e porque ele é indicado em caso de aqui.

Revisão Geral pela Dra. Ana Karolynne Gonçalves - (no G+)

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INFORMAÇÃO DO AUTOR: Byanca Stefany

Sou graduada em Ciências Farmaceuticas pela Universidade Federal do Piaui (UFPI), com pós graduação em Fármaco e Medicamentos pela Universidade de São Paulo (USP) mestrado também pela Universidade de São Paulo (USP) na área de Tecnologia Bioquímica Farmacêutica e Doutoranda pela Universidade de São Paulo (USP) na área de Farmácia Fisiopatologista e Toxicologia. Atualmente Trabalho na área de Análise Clinicas, e tambèm atuo no Instituto de Pesquisa de Ciência, tecnologia e Qualidade (ICTQ) e exerço a função de Editor no site "Dicas de Saúde".

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