Doenças e Tratamentos

Pediculose púbica: o que é, causas, sintomas e tratamentos

Por Alan Costa, em 28/02/2018 (atualizado em 08/10/2021)
pediculose púbica

A pediculose púbica é uma doença contagiosa causada pelo inseto parasita Phthirus pubis, chamado também de piolho-da-púbis. É uma infecção semelhante à que ocorre no couro cabeludo quando infestado por piolhos.

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O que é pediculose púbica?

O nome piolho-do-púbis não surgiu à toa, pois o Phthirus pubis é um inseto parasita da mesma família do Pediculus humanus capitis, o famoso piolho que infesta o couro cabeludo.

O Phthirus pubis é um ectoparasita, ou seja, um parasita que vive do lado de fora do nosso organismo, ao contrário, por exemplo, dos vermes intestinais, que são endoparasitas, que vivem no interior do nosso corpo.

O Phthirus pubis é um piolho de mais ou menos 1 mm de diâmetro, com o formato parecido com um caranguejo, daí o seu outro apelido: piolho-caranguejo. Ele é transluzente, sendo muito difícil de ser identificado a olho nu, a não ser que tenha se alimentado há pouco tempo, estando cheio de sangue, como na imagem abaixo.

Causas da pediculose púbica:

A pediculose púbica é causada através de prurido na região pubiana, localização das lêndeas aderidas ao pelo e de crosticulas sangüíneas na pele e roupas. O diagnóstico da pediculose do corpo se evidencia por prurido corporal intenso, pápulas urticadas de centros purpúricos, que são mais comuns no dorso, ombros e nádegas; e localização do parasito e das lêndeas nas dobras das roupas.

Sintomas da pediculose púbica:

Os sinais e sintomas do chato costumam surgir uma semana após o contágio. O principal é intensa coceira na região púbica. Sensação de queimação nesta região também é comum. Se o piolho estiver presente em outras áreas do corpo que possuem pelos, tais como a barba, pernas, axilas e peito, elas também podem apresentar comichão.

A coceira da pediculose púbica é mais intensa durante a noite e o ato de coçar freneticamente pode provocar feridas na pele. Alguns pacientes podem também apresentar linfonodos aumentados na região da virilha.

Pequenas pontos arroxeados ou manchas escuras de 0,5 a 1,0 cm podem surgir em pessoas com intensa e prolongada infestação. Elas ocorrem por reação da pele à saliva do pilho, que contém substâncias anticoagulantes. Alguns pacientes podem também ter linfonodos aumentados na região das virilhas.

Pais de crianças infestadas com Pthirus pubis nos cílios ou nas sobrancelhas devem ser investigados, pois os mesmos costumam ser a fonte de infestação dos filhos. Toalhas e roupa de cama costumam ser a fonte da transmissão nestes casos.

Nas infestações dos cílios costuma haver conjuntivite e crostas nas pontas desses pelos. Em alguns casos também é possível ver os ovos do parasita grudados nos cílios.

Tratamentos:

A pediculose púbica pode ser tratada com medicamentos semelhantes aos usados no tratamento do piolho de cabeça. Como o Pthirus pubis é um inseto, o seu tratamento é feito com loções que contenham inseticidas aptos para serem usados na pele humana. Como a Permetrina ou a Piretrina.

Habitualmente, o creme ou a loção são aplicados em áreas de pelos e enxaguados após 10 minutos. Deve-se evitar contato dos inseticidas com mucosas, como a glande ou vagina. Além disso, assim como nos piolhos da cabeça.

O piolho-do-púbis e suas lêndeas podem ser removidos manualmente com auxílio de um pente fino. Além disso, a Ivermectina por via oral pode ser uma alternativa de tratamento, caso as loções não surtam o efeito desejado.

Roupas e toalhas devem ser lavadas com água quente para evitar a transmissão para outras pessoas ou recontaminação do paciente. Também visando evitar a recontaminação, os parceiros ou parceiras sexuais devem ser tratados, mesmo que estejam assintomáticos. Além disso, é importante alertar o paciente que após o tratamento e a eliminação do piolho-da-púbis, a coceira ainda pode persistir por até 1 semana.

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