Nutrientes

Arginina: o que é, fontes, benefícios e malefícios

Por Alan Costa, em 14/02/2018 (atualizado em 06/10/2021)
arginina

Existe um conceito bastante conhecido a respeito dos efeitos da arginina em relação à melhora do desempenho. Além disso, a arginina ou L-arginina, como é mais conhecida, é um aminoácido presente no organismo e também integrante de formulações de medicamentos e suplementos nutricionais.

Existem vários trabalhos científicos publicados na literatura que investigam os efeitos ergogênicos deste aminoácido. A grande maioria dos resultados aponta para um benefício da suplementação de arginina na melhora da perfusão sanguínea dos músculos esqueléticos associada ao exercício.

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O que é a arginina?

Como já destacado, trata-se de um aminoácido básico para o organismo sendo também conhecido como l-arginina ou ácido 2-amino-5-guanidino-pentanoico. Por ser considerada importante para o corpo, o processo de sintetização consegue atender as necessidades mínimas.

No entanto, ainda é necessário ter alimentação balanceada com proteínas. A justificativa para isso se deve a ação de degradação desses nutrientes transformando-os no aminoácido. Somente nessa estrutura esse componente pode ser absorvido pelo corpo e aproveitado nas atividades vitais conforme destacado a pouco.

Por outro lado, é preciso destacar que mesmo sendo possível manter o mínimo de no corpo algumas pessoas apresentam certas alterações. Como consequência disso surge a necessidade de complementar a alimentação para atingir os níveis considerados ideias.

Como usar?

A arginina para uso oral é facilmente encontrada em lojas de suplementos, mas o correto é consumi-la apenas com orientação nutricional e/ou médica. O ideal é que a dose seja estipulada de acordo com cada pessoa. Ela pode tomar uma pela manhã e outra dose pós-treino.

O consumo deve ser orientado por médico ou nutricionista. Um indivíduo que se alimenta de maneira adequada já consome em média 5 a 6 gramas por dia. As indicações para atletas ou praticantes de atividades físicas podem variar entre 50mg a 20g/dia, e devem ser orientadas por profissional.

Em relação ao uso tópico, explica que está presente em xampus, condicionadores, máscaras, séruns, leave-ins, principalmente nos produtos à base de queratina. “Marcas nacionais e internacionais já fabricam produtos com o aminoácido.

Quais os benefícios da arginina?

Dentre as principais funções que esse nutriente apresenta a que merece mais destaque, sem dúvida, é o transporte de nitrogênio. Muitos processos metabólicos do organismo liberam essas moléculas e precisam ser eliminadas do organismo por agentes especializados.

É nesse momento em que a arginina entre atuação. Além disso, ela também ajuda no processo de cicatrização de feridas e na defesa imunológica. Mas, os benefícios do aminoácido não param por ai, sendo identificados ainda:

  • Ajuda a estimular a produção de linfócitos que é fundamental para a defesa do organismo;
  • Tem papel importante na inibição do crescimento de tumores como, por exemplo, pulmonares;
  • Os hormônios de crescimento podem ser estimulados com a ajuda desse mineral;
  • Indicado para pós-operatório com a finalidade de evitar a perda de massa muscular;
  • Pode ser usado como complemento para tratar doenças relacionados ao fígado;
  • Produção de esperma, novas células de ossos e tendões também é outra situação que esse aminoácido pode ser utilizado;
  • Desordens apresentadas pelo tecido conjuntivo pode ser tratada com a ajuda da arginina;
  • É fundamental para ganho de massa muscular.

Essas são as principais finalidades que esse nutriente pode ser utilizado para melhorar as condições do seu organismo.

Principais fontes naturais de arginina:

A arginina, pode ser manipulada para agregar mais valor nutricional também a produtos de beleza. Shampoos, cremes hidrantes, máscaras faciais, ampolas de tratamento.

Reparador de pontas e creme para pentear são apenas alguns produtos ricos em arginina. Alguns, inclusive, são fabricados tendo como principal ingrediente esse nutriente. Nos alimentos in natura, boas doses são percebidas em:

  • Soja e feijão também apresentam esse aminoácido em sua composição;
  • Ovo;
  • Nozes, pistache, amendoim, avelãs e castanha de caju também são conhecidos por serem ricos em arginina;
  • Filé de frango;
  • Leite e derivados;
  • Frutas como: kiwi, uva, melancia e morango;
  • Frutos do mar como caranguejo, lagosta e camarão;

Essas são as principais considerações que você precisava saber a respeito de o que é a arginina.

Com base nisso, você já tem boas condições para saber reconhecer a importância desse nutriente para o organismo e, claro, consultar especialistas para discutir e complementar a sua dieta.

Contraindicações:

A nutricionista Carla explica que, em longo prazo, o uso (oral) da arginina pode não ter o efeito desejado, caso não seja bem administrado ou orientado. “Isso porque o estímulo da síntese de proteínas para massa magra depende de outros nutrientes e de uma dieta balanceada”, diz.

Ou seja, não adianta sair por aí consumindo Arginina por vontade própria, sem orientação profissional, e esperar resultados positivos (perda de peso e ganho de massa muscular).

É fundamental associar esse consumo a uma dieta saudável, à prática de atividades físicas, sempre de acordo com as recomendações de um médico ou nutricionista.

Indivíduos com doenças cardíacas, grávidas, mulheres que estão amamentando, diabéticos, indivíduos que tenham azia, ulceras, gastrites e outras alterações no estômago devem evitar a suplementação, pois ela aumenta a acidez estomacal. Também é contraindicado para sintomas da herpes.

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